Pesquisar no site

Como levar dinheiro para o exterior? Conheça as melhores formas

26/09/2013 20:18

Este é um tipo de dúvida que abrange a grande maioria dos viajantes que vão para o exterior. À princípio a resposta pode parecer frustrante: – Não existe uma melhor forma de levar dinheiro para o exterior.

O motivo mais simples é que cada país tem suas particularidades no trato com o turista e com o imigrante, peculiares nos ATMs, casas de câmbio etc.

As opções são diversas, dinheiro em moeda local, dólares, traveller cheques, cartões de crédito/débito.

Todas as formas têm seus prós e seus contras. O correto é estudar detidamente o país para o qual se vá viagem, países menos desenvolvidos podem ter problemas com câmbio ou uso de cartões, por exemplo. Tente uma casa de câmbio, por exemplo, no Congo, ou cartão de débito internacional no Haiti, difícil precisar a eficiência.

Cartão de crédito internacional

Um cartão de crédito internacional, é uma ótima ferramenta de crédito para o curto prazo (até 40 dias), porém no exterior é preciso tomar alguns cuidados. Em geral, qualquer compra que você faça no exterior é convertido em dólar e depois em sua fatura para real. Outro ponto é liberar seu cartão para compras no exterior junto à sua operadora, mesmo os cartões internacionais estão sujeitos à bloqueios nas centrais, o que pode causar transtornos.

O câmbio diário, mais a incidência de IOF(Imposto sobre Operações Financeiras) podem causar o lançamento de valores em sua fatura que você não consegue calcular no momento da compra efetuada. Se o dólar subiu em relação ao fechamento de sua fatura, você ainda precisa pagar a diferença na próxima fatura. Além disso, cada operadora de crédito possuem suas regras de reconversões para compras no exterior.

Se você não viaja com muita freqüência para o exterior, é bom ligar para sua operadora antes de ir e definir o desbloqueio. A operadora saberá seu destino e há casos em que se poderá solicitar um valor estimado de gastos.

Cartão de débito

Muitos bancos permitem o uso do seu cartão de débito no exterior, cai praticamente no mesmo nível de aceitação dos cartões de crédito, no entanto é possível a retirada de dinheiro em caixas eletrõnicos conforme a necessidade. Procure saber o limite de uso do seu cartão de débito no exterior, a conversão é feita no ato, ou seja, não é preciso torcer pelo dólar ficar no mesmo patamar (ou baixar, que é melhor) como no crédito. O IOF também será cobrado e dependendo do banco, uma taxa será cobrada.

Uma boa dica é ligar para seu banco ou gerente antes de viajar e certifdicar-se da necessidade ou não de desbloqueio, limites e taxas.

Ainda sobre cartões, procure na parte de trás do mesmo, o número para contato em caso de problemas no exterior. Em geral, você ligará á cobrar e será atendido em português. Ligar na operadora local muitas vezes não irá resolver seu problema.

Traveller cheques

Durante muitos anos o traveller cheque foi uma ótima alternativa para viagens ao exterior. O modelo é bem simples. Você adquire um determinado valor localmente em alguma moeda específica (dólar, euro, libras, etc) e no país de destino pode trocar por aquele valor. Trocar traveller cheque geralemnte é sinônimo de stress e as taxas de conversão são abaixo da taxa dinheiro para dinheiro, além de comissões que podem ser cobradas.

A vantagem do traveller cheque é sua segurança. Se você perder ou tiver ele furtado, roubado, a operadora do traveller cheque irá devolver em um espaço de tempo muito curto (24/48 horas).

Visa Travel Money (VTM)

Esse tem sido apontado como o substituto natural do traveller cheque (www.visa.com.br/travelmoney/). Ele é um cartão pré-pago que pode ser recarregado em casas de câmbio, por exemplo. Não existe cobrança de IOF. Além disso, você não troca seu dinheiro em nenhuma casa de câmbio no exterior. Para utilizar basta ir a qualquer estabelecimento que aceita Visa, ou num caixa eletrônico.

Casas de câmbio normalmente comercializam, basta que se faça uma recarga mínima de US$ 100,00 (no caso do cartão ser em dólar, ele pode ser em euro também) e na hora você sai com o plástico e a senha, além de proteções contra perda ou roubo.

Outra vantagem é que ele é um cartão estilo débito, ou seja, não existe fatura. Tudo é eletrônico, debitado e convertido na hora pra dólar ou euro. Além disso, se você carregou US$ 100,00 hoje, ele continuará sendo US$ 100,00 no próximo mês, independentemente da variação cambial. Outra vantagem sobre o cartão de crédito.

O VTM muito prático também para controle dos gastos e para pais que têm filhos no exterior. Pode-se enviar(recarregar) dinheiro conforme necessário. Se você vai passar um bom tempo no exterior, ele também é interessante, uma vez você pode carregar ele daqui ou pedir para que alguém de confiança faça recargas.

Câmbio e dinheiro em espécie

O dinheiro vivo é outra forma de levar dinheiro ao exterior, no entanto é necessário se atentar aos limites e ser comedido evitando assim, transtornos em caso de roubo. Em alguns lugares que não existe uma grande aceitação de cartão, traveller cheque, etc, faz-se necessário mesmo o bom e velho dinheiro em espécie.

Trocar o dinheiro pela moeda local no Brasil nem sempre pode ser um bom negócio. Se você for para países da América do Sul, como Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Peru, é melhor você levar reais e trocar lá. Motivo? Aquele que caracteriza uma casa de câmbio: a cotação. A diferença de taxa de uma casa para outra pode variar bastante. Procure locais com alta concentração de agências de cãmbio, a concorrência puxa as variações para um patamar mais “real”.

Lembre-se de levar RG (passaporte também vale aqui e no exterior é obrigatório) originais e CPF (no Brasil). Na primeira vez que você fizer uma compra, alguns dados serão cadastrados. Algumas casas (BB Tur, do Banco do Brasil), exigem cópia da passagem.

A cotação de referência é a do dólar turismo e não comercial. O dólar comercial é utilizado para transações financeiras entre empresas e internacionais. Para nós o que vale é o dólar turismo, obviamente mais caro que o comercial.

Cogite adquirir dólares de quem voltou recentemente do exterior

A vantagem é que as casas de câmbio vendem a moeda acima da cotação do comercial e compram abaixo de quem vende.

Existe “n” formas, que qualquer jeito, a conversão é informal e não requer a burocracia e taxas das casas de câmbio.

No caso do dinheiro em espécie, procure distribuir os valores entre outras pessoas que irão viajar com você. Doleiras e compartimentos que podem ser colocados no cinto, perna, além do velho dinheiro na meia são boas alternativas. Nunca concentre seu dinheiro, assim como cartões e cheques num único lugar. São regras de segurança que, aplciadas com atenção, evitem aborrecimentos.

A melhor dica, quando não há a melhor forma, é dividir o montante entre as várias formas. Evita grande parte dos imprevistos.

Fonte: https://www.aeroportoguarulhos.net/dicas-de-viagem/como-levar-dinheiro-para-o-exterior-conheca-as-melhores-formas